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RODAGEM
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Mendes Wood
Rua da Consolação, 3368
Jardins, São Paulo, Brasil
12 de Agosto – 11 de Setembro, 2010
Abertura: Quinta-feira, 12 de Agosto, 19hs
A Mendes Wood tem o prazer de inaugurar sua nova sala expositiva, no andar térreo da galeria, com a instalação Rodagem, de Ana Luiza Dias Batista, em exibição entre os dias 12 de agosto e 11 de setembro de 2010. Artista baseada em São Paulo, Dias Batista é conhecida por instalações e obras que lidam criticamente com os seus contextos de exposição e circulação, partindo das características (físicas, arquitetônicas, históricas, de função, uso…) dos espaços ou suportes em que se inscrevem para criar situações em que a arte pergunta, com sutileza e economia de meios, pelo seu próprio estatuto. O que é uma obra de arte? Qual sua significância? Em que instância ela elucida ou apresenta novas questões ao mundo da vida?
Céus pintados nos tetos de casas e estabelecimentos comerciais. Quais suas soluções formais recorrentes, os lugares em os encontramos, seus usos e aplicações, suas origens, sua história? O que eles ainda nos prometem? Signo kitch de liberdade, pureza e elevação, exterior trazido para dentro, enquadramento simbólico do espaço que é, por excelência, sem contornos. Do espaço que não se pode apreender em escala.
Carrinhos de controle remoto. De novo liberdade, mas agora também movimento e velocidade. Agora, poder e status em miniatura, portáteis. Ao deslocamento do corpo que o carro real propicia corresponde, ali, uma dimensão projetiva, ficcional. Um carrinho para a criança “ganhar o mundo”. Mas, no fim das contas, a experiência dos carrinhos de controle remoto, tanto quanto a dos céus pintados, costuma ser um pouco frustrante. Ela envolve promessas ambiciosas demais.
Em Rodagem, Dias Batista submete esses elementos a um regime de limitações. Dois carrinhos de controle remoto em funcionamento, mas rodando em falso, travados contra a parede, impedidos de explorar o espaço, porque ligados na tomada. Dois céus pintados, no formato exato dos tetos de dois espaços contíguos, mas deslocados sobre uma das paredes, como se houvessen rodado na sala. Dois carros idênticos, dois céus idênticos, em duas diferentes escalas criando um jogo de possibilidades, limites e frustrações onde signos de liberdade são banidos de seu modo operante.
Ana Luiza Dias Batista nasceu em São Paulo, é graduada e doutora em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – USP (São Paulo/Brasil), participou de mostras coletivas no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM-SP, Centro Cultural São Paulo, Oca, Paço das Artes, Casa das Rosas e Funarte.
Protagonizou mostras individuais na Estação Pinacoteca, Centro Universitário Maria Antônia, Centro Cultural São Paulo, Galeria Adriana Penteado e Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, cidade onde morou como prêmio da edição de 2005 da Bolsa Pampulha. Em 2002 realizou o Plano Copan, com Rodrigo Matheus e Eurico Lopes, e participou do São Paulo S.A./ Situação # 1, com curadoria de Catherine David. Em 2007 realizou, ao lado de Laura Andreato e João Loureiro, a mostra “Vistosa”, emgalpão no bairro da Barra Funda, em São Paulo, resultado do Prêmio Conexão Artes Visuais da Funarte. Em 2009 foi premiada pelo Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Integra a coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM-SP.
